Deita sempre má cara
Quando a chamam ao quadro
E não sabe a matéria dada
Fica tensa e não diz nada
Ela tem uns olhos verdes
De uma tristeza de musgo
Onde correu muita água
Onde secaram caudais
Rios e rios de mágoa
É como se em cada dia
Haja uma travessia
Longa de mais para fazer
Mas que deserto é o teu ?
Quem me dera um oasis meu
Plantava-o na tua cara
Para ver a jóia rara
Que é o teu sorriso Sara
Sara, Sara
Sara, Sara...
excerto da canção "Deserto de Sara", de Carlos Tê, in "Cabeças no Ar"

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